Um fato aterrador assustou a todos os brasileiros no ano passado. De repente, ficamos sabendo que um grupo de pessoas fraudava o INSS através de descontos realizados nos benefícios dos aposentados, descontos esses mais falsos que nota de três reais.
Um verdadeiro escândalo e um escândalo bilionário. O valor fraudado, ou seja, roubado dos aposentados girava na casa dos bilhões de reais e passamos a escutar bazófias e arroubos de autoridades dizendo que vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, vamos ser rápidos, etc, etc, etc.
Nada mais aconteceu. Algumas pessoas foram presas, o dinheiro desviado não se sabe onde foi parar. Somente ao INSS restou o custo de devolver aos aposentados os valores que lhes foram surrupiados.
No Congresso, deputados e senadores se arvoraram para criar uma CPI que iria investigar esse roubo escandaloso. Fizeram e aconteceram. Ameaçaram, convocaram uns e outros para prestar depoimentos e finalmente, depois de algum tempo perdido, a CPI foi encerrada e um relatório foi produzido.
Até aí, tudo indo à mais monótona rotina. Agora, quando o relatório foi divulgado o que percebemos? Mais do que chegar a algum resultado prático que levasse à resolução desse crime, vimos um relatório falho, mais preocupado em gerar palanque de discurso eleitoral para candidatos de oposição do que realmente preocupado na reparação do prejuízo dos aposentados.
Relatório esse que não foi aceito pelos deputados.
E é essa a grande questão que tempos para o ano de 2026. Teremos eleições majoritárias e os nossos (in)dignos representantes deverão ser novamente escolhidos pelo voto popular. Mas, como sempre tem um “mas” no meio do caminho, o que nós, brasileiros, faremos?
Continuaremos a votar em pessoas mais interessadas em atender a interesses próprios ou interesses privados daqueles que financiaram a campanha ou elegeremos representantes realmente preocupados com o bem-estar social?
Temos hoje um Congresso Nacional de costas para o povo, completamente dissociado das necessidades do povo brasileiro. Brasília, mais do que nunca, se tornou um país à parte, com interesses e soluções próprias. Senadores e deputados lutar para preservar e aumentar seu ganhos sendo poucos, bem poucos, aqueles que estão lá com o intuito de realmente representar o povo brasileiro.
Encastelados, vivem para reproduzir interesses privados. Um projeto de lei, como por exemplo, aquele que isenta do pagamento do imposto de renda o trabalhador que ganha menos que cinco mil reais, mesmo que benéfico para o povo, tem o voto contrário de deputados e senadores somente porque o projeto de lei tem com autor o governo federal. Se sou oposição, tenho sempre que votar contra, mesmo que seja um bom projeto com ganhos sociais significativos.
Vamos combater a misoginia? Isso é importante? Claro que é! Mas alguns deputados e, pasmem, deputadas, votam contra por ser um projeto de interesse do governo. Sou oposição. Voto contra sempre!
São representantes assim que queremos?
O que deve ser prioritário para eles? Os interesses de quem eles representam? Quem de fato eles representam? O povo, seus financiadores ou o próprio umbigo?
Ano de eleição. Um ano que nós devemos dar a devida importância. Afinal, nos representarão nos próximos quatro anos e, mais uma vez, nem lembraremos em quem votamos? Seja prefeito, vereador, governador, deputados, senadores, presidente, quem queremos que nos representem?
Ou que queremos mais uma vez um Congresso totalmente dissociado dos interesses nacionais?
De novo?



