Estamos um mês mais próximos das eleições majoritárias de outubro. Aos poucos os candidatos vão se definindo, as especulações crescem, as notícias, verdadeiras ou não, surgem de forma rápida e desaparecem de forma mais rápida ainda.
O que é normal em período assim.
Agora, o que não é normal e isso já vem acontecendo há algum tempo e não dá mostras que deixará de acontecer é os ataques criminosos à verdade.
De uma forma estranha, uma boa parte da sociedade brasileira passou a se comportar como se contar uma mentira fosse alguma coisa próxima da normalidade.
Ou então acredita, piamente, se uma mentira for contada repetidas vezes se tornará uma verdade. O que não é verdade, sem considerar o trocadilho infame.
Já ficou em um passado distante um processo eleitoral no qual os candidatos discutiam propostas, discutiam projetos, mesmo que fosse um projeto meio absurdo como ligar o oceano atlântico à lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.
Até que seria bom ir à praia em BH e não ter que enfrentar estradas horríveis para conseguir chegar, com muito custo de tempo e dinheiro, no Espírito Santo. Afinal, em Minas o trem não vem prosperando muito bem.
É também normal que, em uma eleição majoritária como a de outubro, na qual serão eleitos deputados, senadores, governadores e o próximo presidente da República, não mobilizar muitos esforços em um município. Fica parecendo que as eleições estão muito longe ainda mais quando se trata de um lugar distante, principalmente da nossa realidade, que é Brasília.
Mas, mesmo que tenhamos essa impressão, não é um fato que eleições majoritárias não nos afetam estando nós presos nos nossos dias a dias nas cidades.
Temos que ter em mente que é nas cidades que os fatos acontecem. Onde as políticas públicas geram resultados, onde as estradas bem cuidadas geram benefícios, as escolas mostram seus resultados, a saúde pública se torna eficaz e por aí vai!
Mas se olhamos em um mapa e verificamos a distância entre, por exemplo, São Gotardo e Brasília, veremos que estamos a uns 550 quilômetros de lá. Agora, quando olhamos para o retorno obtido das nossas decisões eleitorais, estamos, infelizmente, a alguns anos-luz de lá.
Dai surge um fato que vem se tornando frequente no Brasil. Passamos a não gostar de política e principalmente dos políticos já que não conseguimos ter nenhuma boa notícia vinda ou de Belo Horizonte ou de Brasília.
E por quê isso?
É uma questão que venho dizendo repetidas vezes nesse espaço. Os políticos não são uma escolha divina e sim escolhas nossas diante de um ato solitário em frente às urnas eletrônicas.
Digo solitário mas não é verdade. É uma ação que fazemos tendo como companhia nossa consciência apesar do fato de que muita gente parece que a deixa em casa quando sai para votar.
Temos que ter em mente que devemos votar preocupados com uma questão básica: nosso bem-estar. Não há sentido alguma nossa economia ser sólida, em crescimento se não colocarmos na frente que o fim último do jogo político é ter uma sociedade justa e equalitária.
Se hoje nós, Brasil, somos um país de alto desenvolvimento humano como foi divulgado recentemente, é fruto de políticas sociais sérias e responsáveis e por isso não podemos mais acreditar em qualquer coisa vinda de qualquer um, mesmo que seja um apresentador de programa de televisão.



