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    Segunda, 26 Janeiro 2026 18:14

    O que temos que fazer?

    2025 está terminando e tem momentos que parece que mal começou e entender como foi o ano que se encerra é seguir a ideia de que ninguém nunca de fato está realmente satisfeito com nada.

    Ou o copo tá meio cheio ou está meio vazio. Não há um meio termo no nosso país hoje, infelizmente.

    Entender essa lógica do copo dependerá de como o especialista em copo enxerga o que tem lá dentro. Para uns, tudo está ruim, o país está uma bagunça, caminhando em direção ao fim, seja ele qual for. Ou seja, o copo está meio vazio.

    Para outros, a economia está bem. O país cresce, a economia cresce, o emprego também cresce e por aí vai. Ou seja, o copo está meio cheio.

    É certo que alguma polarização é sempre esperada no jogo democrático. A oposição de plantão busca, avidamente, algo para criticar enquanto a situação busca, também de forma ávida, algo para ser elogiado.

    É sempre assim.

    No entanto, essa polarização, que é normal no jogo democrático, está bastante acirrada e quando digo bastante, estou sendo bem discreto. Não existe mais meio termo no Brasil e muito menos dizer que a virtude está na média porque não está mais.

    Não há mais diálogo entre as pessoas. Famílias que não se entendem mais do que o normal, amigos que se separam, palavras que devem ser bem pesadas antes de ser ditas e quando ditas podendo gerar tragédias já que o que sobrou do governo anterior foi uma sociedade armada até os dentes.

    É mais ou menos assim. Quando não há argumentos, puxa-se o gatilho.

    E isso é cada vez mais recorrente em nosso país. Como a falha histórica e estrutural em nosso sistema educacional vem, a cada ano, cobrando um preço cada vez mais alto, faltam argumentos e as balas voam.

    Até chegar o dia (espero que logo) que as pessoas irão perceber que não é possível se informar exclusivamente pelo WhatsApp. Por mais que a prima do genro da tia do meu vizinho se declare uma pessoa bem informada.

    Se queremos entender o que está acontecendo em nosso país, precisamos nos informar. De forma séria e responsável, diga-se de passagem.

    Mas, como já disse aqui algumas vezes, estamos pagando um preço muito alto a cada ano que passa por termos um sistema educacional falho. Tão falho que em alguns momentos aquela máxima que as pessoas fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem e os governo fingem que levam a educação a sério se torna verdadeira.

    A verdade é que precisamos, nós, sociedade civil, sentar e conversar sobre que tipo de educação precisamos. Que tipo de reforma do sistema de ensino precisamos, bem diferente de uma reforma do ensino médio que só contribuiu para piorar o que já estava ruim.

    Não podemos ficar presos às ideias mirabolantes de pessoas sentadas em poltronas confortáveis em salas refrigeradas tomando decisões sobre o que não entendem e que resultam em mudanças no sistema de ensino que não levam a lugar nenhum a não ser para mais para baixo ou a brigas generalizadas em estádios de futebol.

    Quer entender o nosso país? Quer compreender o que está acontecendo? O que está ruim e como melhorar? E melhorar ainda mais o que já funciona bem?

    A resposta é simples. Basta entender que Educação não é despesa. É investimento. É resultado. É ganho.

    E não números mentirosos que alimentam campanhas políticas cada vez mais desacreditadas.

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