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    Terça, 10 Março 2026 18:02

    Não podemos continuar nos encontrando...

    Todo mundo sabe completar o título desta crônica, pois, emocionados, a repetimos ao reencontrar parentes ou amigos que se reúnem para a despedida de uma pessoa querida. E a frase morre ali mesmo. Cumpriu seu papel.

    Fica em nós também o arrependimento de não termos dito o quanto gostávamos da amiga que se vai, do parente com quem não nos reconciliamos a tempo.

    Chove agora em Belo Horizonte, quando escrevo, e a chuva cai dentro de mim, entristece como um tango dilacerado ou um bolero triste.

    Algumas vezes, há também um pouco de alegria, como eu senti ao ver o quanto a ÂNGELA ROMEIRO FROTA era querida em Brasília, de onde partia para passar as férias e muitos carnavais em São Gotardo. Em um turbilhão as lembranças me invadem, embaladas pelas belas músicas tocadas por um dueto de amigos.

    E eu me sinto mais só no Planalto Central, concordando com a Dodora, minha irmã que diz:

    “A gente devia ser igual aos índios, quando se mudam, vão todos juntos.”

    Ângela era filha de Stela e Pedrinho Romeiro.

    Dedico esta a crônica a Maria Rita e Antônio, Neide, Reinaldo e Márcia, seu irmão e irmãs e a Paula, sua filha e amiga.

    Luiz Sérgio – BH, 10.02.2026

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