Seja no balcão, no caixa ou na gestão, a mulher é maioria na linha de frente do atendimento, levando simpatia, paciência e sensibilidade a cada cliente. É esse protagonismo que a seção busca enaltecer, edição após edição, apresentando histórias de dedicação, competência e amor pelo trabalho.
Nesta quarta edição, o destaque vai para Tânia Soares Costa, gerente operacional do Supermercado ServMais, que administra ao lado do marido, Romero Costa. Tânia brinca que sua jornada não é dupla, mas tripla: trabalho, casa e filhos, todos os dias. "A gente concilia trabalho, cuidar da casa e dos filhos. É uma tripla jornada, diariamente", resume ela, com o bom humor de quem aprendeu, a cada dia, a transformar obstáculo em degrau.
A história dela com o ServMais começou em 2002, quando chegou como funcionária daquele que seria seu futuro marido — "eu cheguei para somar", brinca. Em 2005, o casamento; em 2010, a chegada do primeiro filho, a Rafaela; em 2019, chega o segundo filho, o Gabriel.
De lá para cá, foram mais de duas décadas de trabalho, crescimento e parceria. Hoje, enquanto Romero cuida da parte administrativa e financeira, Tânia comanda o chão da loja: auxilia a padaria, o açougue, a reposição e o caixa. "Meu lugar aqui dentro é onde precisar eu estar", define.
Entre as três jornadas, ela não hesita: é o trabalho que mais exige, mas é compensador. "É cansativo: qualquer trabalho cansa o corpo, cansa a mente; mas é gratificante a gente poder sair de casa e fazer o trabalho com boa vontade", conta.
A motivação, ela admite, não é só financeira — quando se gosta do que se faz, até os problemas grandes ganham outra perspectiva. Há dias em que a energia não está lá em cima: "Você entrega ali 60, 70% e está tudo bem. E a gente vai fazer."
A filosofia que ela repete para a equipe é uma só: "A gente tem que ter muito jogo de cintura;" Paciência, ela confessa, é exercício diário: "Mais ou menos, mas eu tento controlar sempre. Eu me cobro muito."
E é justamente na linha de frente que suas qualidades se destacam. Para ela, o segredo do bom atendimento está na simpatia e no trato: "A gente traz o cliente para a gente, ou recebe a visita dele uma vez e ele não volta mais."
Sempre que pode, treina e orienta a equipe — que, como ela destaca, é majoritariamente feminina: são dez mulheres para poucos homens no quadro. "A gente tem um pouquinho mais de simpatia, de flexibilidade, de paciência. A mulher traz essa delicadeza, e a abordagem feminina é diferente", afirma.
Na parceria com o marido, os desafios de gestão, como em tudo na vida, existem — mas ficam dentro da loja. "A hora que a gente fecha a porta do supermercado, à noite, pode ficar alguma pendência ou assunto mal resolvido para o dia seguinte, mas não levamos pra casa. A gente tem que saber separar", ensina Tânia, que aposta na conversa franca e na transparência para resolver tudo.
Para ela, sem clientes e sem colaboradores, a empresa não seria nada — e é por eles que ela se desdobra, com jogo de cintura e gratidão, todos os dias. Uma mulher que prova que, no comércio, o cuidado com o cliente começa no cuidado com quem se ama.



