Uma experiência de elevação de escolaridade, dentro de um projeto solidário mantido pelo Minas Tênis Clube deu origem ao livro “Risco de Lápis, Risco de Cal”, lançado no dia 21 de fevereiro, na capital mineira. Na tarde autógrafos, realizado na Livraria da Rua, o autor, Luiz Sérgio Soares, natural de São Gotardo e colunista neste jornal, recebeu convidados, em sua maioria torcedores do Atlético.
O livro é fruto da convivência de Luiz Sérgio Fonseca Soares, que fez carreira na Receita Federal, mas hoje é aposentado, com o garoto Bernardo Figueiredo Silveira Ordones, que nasceu em 2010 e segue como seu aluno em aulas de Português e Redação dentro do projeto Minas Tênis Clube Solidário – Educação.
Além do cruzeirense Luiz Sérgio, e do atleticano Bernardo, o terceiro autor é Walter José Pereira, o Vavá, único jogador Campeão do Gelo com o Atlético em 1950 ainda vivo.
E Vavá entra na história, pois o futebol, que é o risco de cal, entra de sola no risco de lápis, que são as aulas de reforço de Português e Redação em que Bernardo é aluno de Luiz Sérgio.
O autor oferece pistas de um improvável encontro entre Educação e Futebol: “O livro relata uma experiência de elevação de escolaridade, parte do projeto solidário do Minas Tênis Clube. Depois, conto o encontro deste jovem estudante atleticano com o Vavá, último remanescente dos campeões do gelo. A vida do Vavá é romanesca, ele nos conta da sua vinda para o Atlético, do encontro na Europa com João Guimarães Rosa, secretário da Embaixada brasileira na França, que os ajudou quando o empresário fugiu com o dinheiro do Atlético, e organizou um jantar com a apresentação de Edith Piaf. Na última parte, relatamos histórias do Atlético e do Cruzeiro, com breve referência ao América. Busco mostrar que a educação pode ser inclusiva e preparatória para um convívio civilizado. Para os interessados em educação cito os educadores que mais me marcaram: Piaget, Maria Montessori, Paulo Freire, Freinet, Darcy Ribeiro, Makarenko, Vigotsky... Quem ler o livro verá o melhor time do Atlético e do Cruzeiro de todos os tempos e o meu “combinado” dos dois. Daria pra fazer uns 5 timaços.”
Sou um apaixonado pelo Galo. Deus me encaminhou bem na vida, principalmente porque pôs o Galo em meu caminho. Fiquei feliz em rever a história deste artilheiro do Atlético, Vavá, Campeão do Galo, agora colaborador da Diretoria, idealizador do Projeto Memória. Parabéns para o Bernardo, por compartilhar nossa paixão. Um abraço para o Luiz Sérgio, que propiciou o encontro de vocês dois.
Sérgio Coelho, presidente do Atlético
Viajei pelo mundo inteiro, mas esta viagem só fica completa quando estou no Galo. Parabéns pelo livro. A cordialidade nos esportes e a educação nos levarão a um futuro melhor.
Hulk, jogador do Atlético
Que o cruzeirense Luiz Sérgio me perdoe, mas vou ser obrigada a recorrer ao grito dos atleticanos (entre os quais me incluo) para tentar traduzir a essência deste livro: "Eu acredito!". Risco de lápis, risco de cal não é só sobre futebol, nem só sobre a importância da educação. Fala de um ex-jogador, um aluno que ensina e professor que aprende. Mas é um livro, acima de tudo, sobre o acreditar: na generosidade, no respeito, nos sonhos, na integridade, na convivência que faz crescer e na humanidade que existe dentro de cada um de nós.
Leila Ferreira, escritora



