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    Sábado, 29 Novembro 2025 12:31

    Relembrando nossas misses

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    Relembrando nossas misses Foto: Reprodução.

    Graças a um esforço articulado pelos irmãos Luiz, Márcio e Marcos, podemos agora resgatar algumas cenas que marcaram nossa história. Lá pelos idos da década de 1960, o glamour e a beleza de jovens princesas aqui destas terras do Confusão desfilaram em grandes salões na capital mineira.

    Atualmente, São Gotardo vive momentos de empolgação com a Fenacen e a escolha de sua rainha e princesas.

    Durante alguns, a transmissão dos concursos de misses pela TV Alterosa batia todos os recordes de audiência. Eram coordenados pelo colunista social, Nicolau Neto, do qual fui correspondente para divulgar o Ciclo de Debates Culturais.

    Não há como aprofundar as pesquisas sobre este tema pois os arquivos do jornal “O Estado de Minas” não estão digitalizados e não consegui acesso a seu acervo.

    O entusiasmo crescia quando a Miss Universo era brasileira, o que ocorreu com Iara Maria Vargas, em 1963, quando surpreendeu desfilando com um traje gaúcho, depois com a baiana Martha Vasconcellos, em 1968.

    Estes concursos perderam a importância e deixaram de existir possivelmente pelo movimento feminista e, o de Minas, também pelo desaparecimento da TV Alterosa.

    Nesta época, tivemos representantes em três concursos: Isa Leopoldino, Rosa Martins e Rosa Prados. As cidades paravam para ver a transmissão dos concursos e caravanas de conterrâneos iam para torcer para a miss local.

    Rosa Martins tinha um rosto muito bonito e medidas perfeitas, mas não tinha a altura exigida para as misses.

    Nosso grande destaque foi Rosa Prados, que teve um ótimo desempenho na primeira etapa e, em seu retorno, foi esperada por uma multidão e desfilou em carro aberto na Praça São Sebastião.

    Rosa ficou em 5º. Lugar, uma classificação sensacional para a representante de uma pequena cidade, pois os primeiros postos ficavam sempre com as cidades maiores. Depois participou do concurso de Glamour Girl.

    Deixo aqui a sugestão para que sejam lembradas pela Secretaria da Cultura, pela TV São Gotardo, pela rádio e, por que não, pela Fenacen. Fica aqui a minha homenagem a todas elas.

    Luiz Sérgio Soares, por sugestão do Marcinho, com a colaboração do Marquinho, meus irmãos.

    Memórias de uma Miss

    Graças a um esforço articulado pelos irmãos Luiz, Márcio e Marcos, todos Soares, filhos de dona Adélia e do nosso saudoso Clarimundo - aquele mesmo que fundou o primeiro e único cinema de São Gotardo -, podemos resgatar agora algumas cenas que marcaram nossa história. Sim, houve um tempo, lá pelos idos da década de 1960, em que o glamour e a beleza de jovens princesas aqui destas terras do Confusão desfilaram em grandes salões na capital mineira. Tempos distantes aqueles, mas que persistem na memória de muitos, como na de Dona Rosa Prados, hoje uma elegante senhora, que no alto de seus 74 anos de idade, relembra com detalhes sua participação no concurso de Miss Minas Gerais:

    “Quando fui convidada, a princípio, nem acreditei. Achei que havia jovens com mais beleza do que eu. Mas fiquei muito lisonjeada e, principalmente, honrada com o convite e prometi a mim mesma que faria o meu melhor. Fiquei hospedada no Hotel Normandy junto com as outras 40 concorrentes. Participei de jantares, desfile em carro aberto pela avenida Afonso Pena, entrevistas na extinta TV Itacolomi, que era a emissora que transmitia os concursos na época e, finalmente, do desfile no Minas Tênis Clube, na noite da eleição, em junho. Desfile em maiô e vestido de baile.

    Eu diria que foi um fato memorável: como eu só tinha 17 anos (e a idade mínima era 18), 'inventaram' meu aniversário no jantar na sede social do Cruzeiro Esporte Clube e recebi flores e um lindo presente do clube das mãos de um jogador que estava começando a despontar como um craque nacional: Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão.

    Meu vestido de baile e todos os meus trajes foram escolhidos e confeccionados por uma prima muito querida de meu pai: Cora, filha do senhor Abel.

    Fiquei extasiada quando desfilei em carro aberto pelas ruas de minha amada São Gotardo! Foi uma recepção maravilhosa, inesquecível!

    Finalmente, posso dizer com todas as letras: representar minha cidade foi uma honra, um orgulho. Jamais me esquecerei e sempre serei eternamente grata pela confiança que todos depositaram em mim. E deixo aqui o meu agradecimento especial ao Sr. Erotides, prefeito na época, que financiou a minha participação no concurso.”

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